Estou no meu caminho,
Feito de calçadas e asfalto,
Deixo as poeiras por essas rotas,
Escrevo meus dias nas areias beira-mar,
Marco com sangue meus passos,
Deixo minhas pegadas nessas estradas.
Trilho meu rumo ao paraíso,
Enquanto passeio até lá,
Vivo por aqui mesmo,
Aproveitando as pequenas belezas,
Os pequenos sentimentos que jorram dessa fonte,
Sem imaginar o que melhor que isso pode me esperar.
Como não me canso de repetir,
Não quero me preocupar com onde vou chegar,
Mas sim onde estou pisando agora,
E o que estou fazendo nos dias que vivo,
Não pretendo planejar meu enterro,
Só viver minha vida enquanto está passando.
Vagabundos Iluminados - por Felipe Molina
sexta-feira, 23 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010

Só os poetas conseguem viajar aos céus,
E beber da fonte da sabedoria,
Só eles sabem os caminhos do inferno,
E conseguem voltar com o dizimo divino.
Com tantos atributos o poeta é destemido,
Só ele sabe descrever tão bem sentimentos,
Só ele enxerga as belezas terrenas e regozija-se no paraíso,
Só ele tem o faro crítico de desmantelar preconceitos,
E derrubar barreiras apenas com palavras no papel branco.
Só os poetas sabem o verdadeiro valor do amor,
Os valores do ódio, das desgraças,
Só ele enxerga os homens como são;
Desamparados e desesperados pelo amor.
Todo poeta finge-se de ingênuo,
Finge-se de louco,
Finge-se de feliz e pleno,
Finge-se de triste e agourento,
Veste-se com o manto da desgraça e do amor,
Transformando-se em sábio.
E beber da fonte da sabedoria,
Só eles sabem os caminhos do inferno,
E conseguem voltar com o dizimo divino.
Com tantos atributos o poeta é destemido,
Só ele sabe descrever tão bem sentimentos,
Só ele enxerga as belezas terrenas e regozija-se no paraíso,
Só ele tem o faro crítico de desmantelar preconceitos,
E derrubar barreiras apenas com palavras no papel branco.
Só os poetas sabem o verdadeiro valor do amor,
Os valores do ódio, das desgraças,
Só ele enxerga os homens como são;
Desamparados e desesperados pelo amor.
Todo poeta finge-se de ingênuo,
Finge-se de louco,
Finge-se de feliz e pleno,
Finge-se de triste e agourento,
Veste-se com o manto da desgraça e do amor,
Transformando-se em sábio.
quarta-feira, 14 de julho de 2010

Escrever é algo misterioso,
Você nunca sabe se quer dizer algo a alguém,
Ou se está apenas conversando consigo mesmo,
É uma dádiva desvairada, depois que começa não tem fim,
É a menina dos olhos, paixão selvagem,
Arrebenta a mente em mil vasos sanguíneos,
Jorrando idéias no papel branco.
É estar orando ajoelhado perante Deus,
No altar mais alto, junto aos portões divinos,
Entre o céu e o inferno,
Pedindo perdão pelos pecados e agradecendo os milagres alcançados.
É estar com os olhos marejados de felicidade,
É depositar todas angustias no pobre papel vazio,
Despedaçar todo o karma em palavras,
Explodir a alma em pequenos pedaços de luz,
Sonhando acordado nessa bela e estranha realidade.
Você nunca sabe se quer dizer algo a alguém,
Ou se está apenas conversando consigo mesmo,
É uma dádiva desvairada, depois que começa não tem fim,
É a menina dos olhos, paixão selvagem,
Arrebenta a mente em mil vasos sanguíneos,
Jorrando idéias no papel branco.
É estar orando ajoelhado perante Deus,
No altar mais alto, junto aos portões divinos,
Entre o céu e o inferno,
Pedindo perdão pelos pecados e agradecendo os milagres alcançados.
É estar com os olhos marejados de felicidade,
É depositar todas angustias no pobre papel vazio,
Despedaçar todo o karma em palavras,
Explodir a alma em pequenos pedaços de luz,
Sonhando acordado nessa bela e estranha realidade.
quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cheguei ao altar mais alto que consegui,
Cruzei todas encruzilhadas,
Busquei todas as dádivas,
No amor encontrei meu eu,
Absorvi toda música possível para alma,
Sou do samba,
Cruzei todas encruzilhadas,
Busquei todas as dádivas,
No amor encontrei meu eu,
Absorvi toda música possível para alma,
Sou do samba,
Sou da Bossa,
Sou da fossa,
Sou da MPB
Sou do rock,
Sou do blues,
Sou da MPB
Sou do rock,
Sou do blues,
Sou da felicidade,
Sou do clássico.
Pratico todas as religiões,
Sou católico,
Sou Zen Budista,
Sou espírita,
Sou Buda, sou Jesus Cristo.
Pus os pés em todas as estradas,
Metamorfoseei-me em muitos seres,
Suguei muitos venenos,
Encontrei algumas curas,
Cicatrizei em minha alma milhares de páginas amareladas dos livros,
Senti os odores podres do mundo,
Deliciei-me com seus perfumes,
Li e reli muitas vidas passadas,
Fiz amizades com todos os fantasmas dos séculos,
Cheguei até o fundo do inferno,
E retornei para o paraíso sem me queimar,
E olhe você, ainda tenho muito a fazer.
Sou do clássico.
Pratico todas as religiões,
Sou católico,
Sou Zen Budista,
Sou espírita,
Sou Buda, sou Jesus Cristo.
Pus os pés em todas as estradas,
Metamorfoseei-me em muitos seres,
Suguei muitos venenos,
Encontrei algumas curas,
Cicatrizei em minha alma milhares de páginas amareladas dos livros,
Senti os odores podres do mundo,
Deliciei-me com seus perfumes,
Li e reli muitas vidas passadas,
Fiz amizades com todos os fantasmas dos séculos,
Cheguei até o fundo do inferno,
E retornei para o paraíso sem me queimar,
E olhe você, ainda tenho muito a fazer.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Meu amigo por que anda olhando pro chão?Olhe para cima e admire esse céu azul,
Ilumine-se na luz do sol,
Queime diante de tanta beleza.
Meu amigo por que anda cabisbaixo?
Tome sua cachaça na esquina,
Mas não se deixe levar pela tristeza,
Olhe para vida e sorria.
Meu amigo por que anda tão triste?
Caminhe ao pôr-do-sol,
Trilhe a rota para o infinito,
Não olhe para trás, pois tristeza não tem fim,
Já a felicidade deve ser cravada na alma.
Meu amigo ouça o meu conselho!
Preocupe-se com sua grana sim,
Mas não se esqueça que a vida é mais,
Não tenha medo de se perder,
A vida é cheia de caminhos.
Meu amigo entendeu o que eu disse?
Livre-se das amarguras,
Grite a plenos pulmões toda dor e alegria,
Sofra e viva, ame e deixe amar.
Meu amigo olhe para mim!
Não seja tão careta, faça tudo que quiser.
Toda glória depende dos riscos,
Não importa se queimar no inferno,
Contanto que no fim encontre o paraíso.
sábado, 26 de junho de 2010

Hoje sem inspiração,
Escrevo essas vãs palavras no papel,
Sem nem saber por que.
É tão automático e natural quanto piscar.
Todos os venenos e curas
Circulam no âmago de minhas veias,
Dando-me as palavras que faltam,
E a última gota de inspiração que resta.
Como um arcanjo
Vago entre o céu e o inferno,
Buscando minhas dúvidas,
E matando todos os demônios da alma.
Nesse caminho até a iluminação,
Nada é real, tudo ao que existe, não existe.
Tudo que sinto já me escapa,
E crava-se nesse pobre papel.
sexta-feira, 25 de junho de 2010

Nem tudo que vemos é, foi.
Tudo que já vimos, já foi revisto.
Tudo que passou, já não é.
Tudo que vivo, é.
A dor é amiga sincera, não mente.
Dói que dói, mas não mata.
Ensina as belezas do amor.
Penso, logo sinto,sentindo,sofro.
Sofrer desata os nós, me liberto.
Amor se não sabe conviver, prende.
Se sabe, felicidade abre as portas.
Sigo vivo, regozijando a vida.
Amar não é dor,
Dor é não saber viver.
Sem amor não há caminho.
Sem amor não há vida.
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